segunda-feira, 24 de novembro de 2008

E a Democracia chinesa chegou após 15 anos de espera

Em 1993 dava-se início a uma das esperas mais longas por um novo álbum de uma das bandas mais expressivas do hard rock do fim dos anos 80 e início dos 90: o Guns n' Roses.

Lá se foram 15 anos da vida de muitos adolescentes e porque não dizer 17 anos se formos contar que se trata de um album de músicas inéditas. Digo dezessete, pois o último álbum lançado foi "The Spaghetti Incident?", uma coletânea de covers feita pelo Guns quando as brigas entre os membros da banda e axl rose se tornavam frequentes. Não foi um album de músicas inéditas.

De lá para cá, rumores e especulações surgiram sobre o fim da banda, já que os artistas que fizeram o último album inédito "Use your illusion 1 e 2" de 1991, seguiram por rumos diferentes. E mais, Axl Rose desapareceu do mapa. Não se tinha mais notícias ou aparições dele.

Com o fim do milênio próximo, vários filmes sobre o fim do mundo foram sendo criados e um deles foi "Fim dos dias", de 1999 com Arnold Schwarzenegger. E para surpresa de nós Gunners, não é que na trilha sonora surge a música "Oh my God" de quem? Deles mesmo... Guns n' Roses.

Foi a injeção de ânimo que faltava depois de seis anos anos na escuridão à espera de notícias do Guns. A banda havia retornado? Sairia um novo álbum? Veríamos os velhos integrantes juntos novamente?

Mas não. Após o filme foram mais dois anos de meras especulações e raras aparições de Axl e menos ainda do Guns.

2001. O rock mundial veio parar no Brasil com o Rock in Rio 3. E para surpresa de todos, quem estava na programação para a noite do dia 14 de janeiro? Guns n' Roses. A surpresa e repentina aparição do grupo causou agito no mundo do rock. O mundo parou para ver Axl e... sua nova formação? Pois é. O Guns apareceu com todo um novo grupo o qual foi chamado de New Guns. Um Axl com uma voz um tanto rouca mais que não foi problema ao relembrar no palco os grandes sucessos do passado, apresentando uma música inédita - Madagascar, e explicando onde andava depois de tantos anos sumido. E mais, prometendo que logo viriam com músicas novas.

O alvoroço tomou conta do mundo do rock, mas surgiram críticas também. Já não se acreditava mais que, após tantos anos e tantas promessas de album, algo novo chegaria ao mercado.

Três anos se passaram sob a incrédula sombra de que um álbum de nome "Chinese Democracy" chegaria a ser lançado. Mais quatro anos também, e o Guns era alvo de piadas e descrédito.

Eis que em 2008 as especulações aumentaram com o vazamento de demos do album chinese democracy para a internet. Campanhas publicitárias foram sendo criadas aos poucos para aumentar a salivação dos fãs da banda como eu. Uma música em especial explodiu na internet: Better. Mas bem diferente do Guns Hard Rock que conhecíamos. É... era o novo Guns n' Roses que surgia misturando Hard Rock com batidas eletrônicas e guitarras com estes mesmos termos.

23 de novembro de 2008. Foi lançado Chinese Democracy. Depois de tantos anos de espera, incredulidade da mídia e esporádicas aparições, o Guns renasce com um álbum inédito. E nós fãs que éramos adolescentes, crescemos. Mas de repente me vem aquela ansiedade e começo de novo a me sentir como quando era adolescente, esperando para colocar o som do Guns a todo o volume novamente. Só que hoje no toca cd e não mais no vinil.


Mas esperem: E não é que posso relembrar também da época do bolachão? Porque o Guns resolveu lançar o Chinese Democracy em vinil também. Versão para colecionador. E a minha ansiedade adolescente vai aumentando e me vejo voltando no tempo, numa época a qual a vida tinha mais graça e menos responsabilidades.

sábado, 15 de novembro de 2008

Sobre o internetês e sua repercussão

Sou contra o internetês... ponto.

A idiotia que vem crescendo no jovens e até adultos que acessam a internet, pelo fato de desejarem se fazer entender, escrevendo (ou digitando) o mais rápido possível, tem causado problemas de ordem escolar e social, no que diz respeito à correta aprendizagem de nossa língua pátria, o português.

Não há um respeito com as devidas regras de ortografia e gramática, que fazem com que a intenção de se passar uma mensagem seja corretamente lida e interpretada de forma adequada pela outra pessoa.

É impossível manter uma conversa com alguém no msn que escreve assassinando o português por pura preguiça de escrever correto. E olha que às vezes não são pessoas desprovidas de cultura, mas pessoas inteligentes que querem fazer parte de uma “modinha”, que querem se sentir pertencendo a um "grupo", "pois assim não sou, me sentirei ou serei tachado de o diferente, o excluído".

Abaixo transcrevo alguns exemplos provenientes de críticas realizadas por outros blogueiros a respeito do mesmo tema.

Como uma imagem fala mais do que mil palavras, começo com um exemplo que não é de agora, mas que é de profundo impacto no sentido de perceber para onde as coisas, dentro desse tema, estão indo. O vídeo é do site charges.com.br e é de outubro de 2004. Com vocês... Geração Copy-cola, ou melhor, Geração coca-cola...


Geração coca-cola
charges.com.br



(aguardando vídeo)



O vídeo acima traduz inteligentemente e com humor o caminho da imbecilidade à qual o jovem está seguindo. Além de assassinar o português com o "internetês", a letra da música constante no vídeo é de grande reflexão, tanto se você for pai ou mãe como se for o próprio adolescente ou até mesmo adulto.

Seguindo com as matérias sobre "internetês" e suas consequências, cito abaixo mais dois exemplos de indignações traduzidas nos blogs.


Por favor, vamos escrever!

do blog: Controle Remoto


A internet cada vez mais imbeciliza o povo. Enquanto através de uma mão traz conhecimento e informação, da outra vêm as futilidades, preguiças e, principalmente, os erros grosseiros e abusivos na prática milenar da escrita.
Nas conversas de MSN então, Deus, muitas vezes sinto vontade de incorporar a eterna Samara Morgan e sair pela tela do sujo localizado na outra ponta da rede, só para enfiar dois dedos em suas narinas e puxar pra cima.Quantas foram as vezes em que, logo após um breve bate papo, a pessoa enviou a mensagem: “Nossa, como você escreve certinho”. Aliás, sendo mais realista, ficaria algo como: “nuss… comu c escreve certinhu”. Minha reação é instantânea: “Se isso te incomoda, imagina como EU me sinto ao receber suas mensagens”. As pessoas não costumam gostar.

Por sinal, vocês já conhecem o novo verbo? O “tar”?

“Ae véi!!!!! que hrs tu vai tar no shops amanhã?”
“ow, aquela noticia deve tar na capa do globo amanhã”
“você vira a esquerda aí vai tar uma placa escrito Bem Vindo a São Paulo”

Quanta falta de inteligência. Não me incomodo com os famosos “naum” e “eh”, mas a imbecilização está estourando barreiras até então inimagináveis. Pessoas não conseguem mais formalizar sentenças racionais em forma de texto. As palavras se embolam, o raciocínio fica perdido, as conjugações verbais tornam-se uma sopa. Uma verdadeira desgraça para a humanidade.

Coloquemos os pingos nos ‘is’, não estou mais falando em relação ao MSN. A prática da escrita, cada vez mais, torna-se um privilégio de muito, mas muito poucos. Quando chegamos ao ponto calamitoso de alguém sobressair-se por escrever bem, Holly Shit, é porque tem muita coisa errada.

Há quem diga: “Mas você escreve bem porque nasceu assim“. Ah claro! Em meu DNA há uma codificação específica informando sobre não ser um preguiçoso semi-analfabeto que não sabe pegar um maldito livro para ler e uma caneta para traduzir pensamentos. Qualquer um pode ser escritor! Escrever bem é o resultado de somente duas coisas: Observação e leitura.

A combinação dos três fatores: Observar, ler e escrever, não é traduzida somente em uma adição de intelecto ao indivíduo que a executa. Ao tornamo-nos observadores, passamos a compreender muito do mundo e da sociedade que nos envolve. Ao ler, praticamos a perfeita arte da concentração, além de automaticamente aprendermos a formar textos. Ao escrever, aprendemos a traduzir nossos pensamentos, expor idéias, passar a informação adiante.
Os líderes, os gênios, os verdadeiros destaques, todos compreendem onde está a base da conquista. Destacam-se não por serem nerds, mas por aprenderem o verdadeiro valor da vida.Até consigo compreender quem se acomoda com a situação do mundo, mas não passa pela minha cabeça como um indivíduo pode assentar-se em ser apenas mais um fulano de tal.

A humanidade está acostumada com a mediocridade. Em ser mais um, apenas outro elo (de ligação).

“Ah, dá mó preguiça ficar lendo”. Uma típica frase de alguém que jamais, repito, JAMAIS deixará marcada sua presença na história. A não ser, é claro, que seja como mulher fruta ou por algum talento único e raro. Mas, neste caso, acabamos morrendo no pensamento: “Será que valeu a pena ter minha assinatura na calçada da fama com o formato de minhas nádegas?”

Não seja um nada. Não seja um vazio.


O "internetês" assassinando o português
do blog: Ricardo 5150


Vc jah imaginow te d encarah 1 textu escritu tdo axim?Há quem diga que o vício da abreviação das palavras e transcrição da fala para a escrita surgiu nas salas de bate-papo da internet pela necessidade de escrever rapidamente. Para muitos educadores que atualmente convivem com abreviações horrendas nas provas dos adolescentes, o grande problema está na facilidade de não se preocupar com as normas ortográficas e gramaticais. O importante da turma jovem é se fazer entender. As abreviações sempre estiveram presentes desde a época do latim, mas nunca houve nada parecido com a inventividade do ‘’internetês’’. O uso criativo da linguagem da comunicação via computador é uma novidade, mas está passando dos limites. Seguem abaixo os exemplos mais comuns:

vc = você
bjs = beijos
naum = não
falow = falou
axim = assim
tb = também
td = tudo
intaum = então
blz = beleza

Entendemos que criar uma maneira diferente de ser está relacionado à questão de identidade para os jovens, mas daí assassinarmos a nossa língua em nome da juventude, ultrapassa os limites de se pensar em uma língua viva. Antigamente, se falava a gíria, mas não a colocava impressa em papel. Alguém lembra de quando era necessário ter curso de datilografia? Pois é, as saudosas máquinas de escrever não nos permitiam abreviar nada e nem transcrever o nosso modo coloquial, era preciso datilografar tudo certinho e ainda com 180 toques por minuto!!!!

Hoje seria necessário criar um dicionário dos filhos da internet para entendermos o que eles escrevem em textos, pensamentos, críticas e sugestões. Vejam abaixo uma questão de uma prova de Geografia. A resposta é de um aluno de 14 anos, estudante da 7ª série da rede pública de ensino de Belo Horizonte:



Inacreditável, não é mesmo? É preciso lembrar que toda a escrita tem como objetivo permitir a leitura e não transcrever a fala. Vale a pena tratar a nossa língua portuguesa desta forma?
(Texto de Patrícia Fagundes)

Hoje é na internet e nos textos de redações de 1º grau. Amanhã serão nos vestibulares e nas redações oficiais de empresas.

Por meio destes exemplos, vejo que não sou o único a me indignar com o que está acontecendo nesse sentido. E penso que talvez tenhamos que pensar bem a respeito de nossos governantes de amanhã...